Os desafios das mulheres empreendedoras

Não é novidade que no mercado de trabalho, o avanço das mulheres  é mais lento do que o dos homens. Dentre as razões estão a cultura organizacional das empresas (geralmente mais conservadoras) e a dupla jornada, família e trabalho. Por outro lado, com as poucas oportunidades nas empresas e em busca de crescimento profissional, algumas mulheres abrem seu próprio negócio,que representam 52,2% dos empreendedores do país. Segundo a Rede Mulher Empreendedora (RME), 53% das empreendedoras brasileiras são mães, que optam por ter um negócio próprio para ter mais tempo para a família. Os motivos mais comuns são a flexibilidade de horário e  conciliar trabalho com a família.

 A boa notícia é que os empreendimentos liderados pelo público feminino têm tido bons resultados. Cada vez mais a mulher tem se destacado na gestão, é mais atenciosa com os clientes, investe mais em capacitação das lideranças e equipe, concilia melhor a vida pessoal e profissional, é mais detalhista, sensitiva e intuitiva, e consegue unir coragem, iniciativa e determinação com sensibilidade, intuição e cooperação.

As lideranças femininas possuem alto potencial transformador dentro das empresas, oxigena o mercado, diversifica os pontos de vista na tomada de decisões e possibilita mais visibilidade para questões de gênero no cotidiano de colegas de equipe ou mesmo na relação cliente/prestador de serviço.  O que resulta no empoderamento nos ambientes de trabalho. 

Pode-se dizer sem medo de errar que as mulheres realizadas à frente dos seus negócios são a inspiração para outras que têm sua confiança e autoestima fragilizadas quando a conquista da independência financeira não parece tão fácil. Ao se tornarem protagonistas de suas vidas, elas conseguem se libertar de ciclos viciosos de violência doméstica e normalmente reinvestem o capital adquirido na própria família, o que é benéfico para toda sociedade.

Por outro lado, a inserção no mundo dos negócios apresenta alguns desafios, as mulheres ainda precisam de um esforço maior, assim, há um grande caminho a ser percorrido para que ocorra essa mudança de mindset.

Portanto, mesmo em meio às dificuldades e cultura, muitas vezes, machista, com o avanço do empreendedorismo feminino, o futuro é animador. Mesmo assim, é preciso que as mulheres tenham mais oportunidades nas empresas, empreender não pode ser a única forma de ter uma carreira, afinal, nem todas  têm condições de investir em um negócio, principalmente as que são mães, pois há o medo de abrir mão da estabilidade e geralmente são obrigadas a aceitar condições injustas de trabalho. 

O preconceito precisa ser combatido no dia a dia, para que a mulher consiga ter condições justas, seja no trabalho ou quando decidir se aventurar no empreendedorismo.

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